terça-feira, 7 de junho de 2011

Bloqueio Criativo

É a desculpa que 9 em cada 10 escritores usam quando não conseguem escrever. É a desculpa que eu uso agora, porque tem tanta coisa legal que eu quero (e devo) escrever, mas simplesmente não consigo. Quem sabe essa semana eu não 'desbloqueie' a minha criatividade?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Expectativa

Assunto do e-mail: Cantina

"O que será?!" "Será que a cantina vai fechar?!" Já estava na hora!" "Essa cantina não presta..." "E quando será que abre uma nova?!" "Será que demora?!" "Não deve demorar, há muitos alunos aqui, fora funcionários, professores..." "Isso não quer dizer nada, há outras cantinas em outras unidades, eu mesma só almocei 2 vezes aqui, pra nunca mais!" "Não deve demorar muito, mesmo assim..." Mas eles deveriam pelo menos reformar o espaço antes de colocar alguém..." "Ah não! Isso é obrigação de quem vai alugar, não do Instituto..." "Quem disse?! Vão pagar aluguel e ainda gastar com a reforma?! Acho que não, hein?!" "Ai, podia vir uma coisa boa pra cá, né?! Melhor do que a que está, pelo menos..." "Ah! Impossível ser pior..." "Você que pensa..."




Resumo do e-mail: Infelizmente, nao existem soluçoes faceis nem rapidas, mas, por outro lado, temos muita gente interessada e com boa vontade tentando equaciona-las.




A expectativa adiada faz adoecer o coração - Provérbios 13: 12.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

VIDA NORMAL

Hoje é dia de: VIDA NORMAL! Sim, é um bocado esquisito falar isso, mas deixe-me explicar:


Comecei a fazer aplicação. O que é "aplicação"?! Dessa vez eu não vou mandar jogar no google. Quem tem vasinhos - varizes bem pequenininhas e fininhas - faz "aplicação" de um líquido na veia para "secá-la". É isso.


Fiz a primeira dia 23 de maio. Mas passei em consulta com a vascular dia 9. E ao perguntar sobre como era e tals, eu perguntei se tinha alguma preparação antes e depois da aplicação. Ela me explicou que não nenhuma, que eu deveria levar a minha vida normalmente. Inclusive citou que ela já fez plantão no mesmo dia que fez uma aplicação (nesse caso, nela mesma). A médica achou que eu queria atestado pra ficar em casa... Logo eu, que já vim trabalhar tendo um atestado de 3 dias na mão (sim, eu fiz isso e não me arrependo. Eu não queria faltar ao trabalho, só queria uma injeção pra acabar com a dor do furúnculo. Eles me deram a injeção, eu vim trabalhar).


Ok. Fui fazer a primeira aplicação. A doutora atrasou horrores, mas eu agora sou viciada em Sudoku e nem me estressei com o atraso dela. Até fiquei fazendo sudoku enquanto ela aplicava o líquido nas minhas veias. Pra quem estiver curioso: eu não senti essa dor toda que o povo fala, só senti as agulhadas (porque o líquido de uma seringa dá pra mais de uma veia), mas né, também não grito na sala de depilação a cera quente e tem gente que só falta morrer na maca da depiladora. É a vida.


Aí chega a parte engraçada. Ela enrolou a atadura na minha perna, disse pra afrouxá-la depois de 2 horas, e pra tirar mesmo só depois de 24 horas da aplicação. Explicou que a atadura potencializa o efeito do líquido. Então ela falou: "você deve estar se perguntando sobre banho e essas coisas..." E eu realmente estava, se eu tirava a faixa pra tomar banho ou se enrolava a perna num saco plástico pra não molhar (eca! mas quem já usou gesso sabe como é isso...) A resposta: "tira a faixa pra tomar banho e depois coloca de novo." No caso eu coloquei outra porque aquela estava sujinha de sangue. A pérola vem agora: " E VIDA NORMAL, pode fazer tudo, não se preocupe..." Blábláblá. Ok Doutora, não vou pedir atestado, eu já entendi que é VIDA NORMAL. Ela repetiu tanto isso, que dava a impressão que eu achava impossível fazer qualquer coisa depois da aplicação. E não é bem assim.




Esse parágrafo é só pra explicar a única situação em que me vi impotente. Eu retirei 3 dentes do siso. O primeiro eu tirei quando já estava nascendo, ele me incomodou horrores, e quando saiu foi um alívio. E o dentista (do convênio) que o arrancou era tão bonzinho, educado, atencioso, e a enfermeira que trabalhava com ele era tão legal, que olha, eu fiz a extração na quarta a tarde e na quinta a noite já sai de casa e na sexta meio-dia já comi purê. Só que era caro extrair dente pelo convênio (R$ 150,00 na época) e lá vou eu tirar os outros dentes no Hospital do Servidor. Vou resumir essa parte - a história do açougueiro do IAMSP renderia um post. Eu fiquei uma semana em casa, do sofá pra cama, da cama pro sofá, só tomando danone e usando compressa fria. E o trauma. Vou precisar de uma anestesia geral pra extrair o siso restante - se for preciso.



Só que a médica estava errada. Eu não tive vida normal desde então. Saindo de lá, peguei ônibus pro serviço e... sentei no banco preferencial. Odeio sentar nesses bancos. ODEIO. Mas olha, a perna não estava doendo a ponto de eu pedir: "POR FAVOR ALGUÉM ME CEDE O LUGAR, PORQUE EU ESTOU MORRENDO!", mas também não estava aquela beleza de falar "não, de boa, vou em pé no buzão do centro até a USP", isso porque esse ônibus faz um tour pela zona sul antes de chegar na Cidade Universitária. E o banco dos idosos vagou. E nenhum idoso chegou (eu fiquei de olho). E eu fui sentadinha nele do centro até o trampo.


Saindo do trampo, dia de Psic. Indo pro ponto, vejo um ônibus familiar saindo dele: "É O TERMINAL LAPA!" Lá vou eu correr pra alcançar o bichinho (não façam isso crianças, é muito perigoso). Alcancei, cheguei cedo na Lapa, nem tanto na Psic. (culpa do outro ônibus, que demorou o dobro naquele dia). Saindo da Psic. pensei: "vou até o ponto do Vila Iara, não quero andar muito..." Quando estou me dirigindo até ele, o que está saindo dele?! Novamente eu corri como se não houvesse amanhã e consegui pegar o ônibus.


Uma coisa que eu esqueci de falar antes: era pra eu afrouxar a faixa depois de duas horas. Pois é. Ela já estava tão frouxa que soltou duas vezes antes da hora, e eu tive que arrumar. Então, na hora de afrouxar, não garanto que tenha afrouxado tanto assim não...


Cheguei em casa com a perna doendo. Lógico: correr pra pegar buzão (x2) + faixa meio apertada + VIDA NORMAL = é claro que estaria doendo. Mas essa, não era nem de longe a pior parte. A médica avisou que ficariam uns hematomas, pela minha pele ser bem branquinhas, e os vasos bem fininhos. Ela avisou errado. Não era pra dizer: "Vão ficar hematomas" e sim "Vai parecer uma perna gangrenada". Minha perna parecia meu braço quando um enfermeiro from hell quis mudar meu braço de tomar soro (e de tomar remédio na veia, de tirar sangue - pra essas coisas, sempre é o direito). Não vou me alongar no braço, escrevo (mais) um post só sobre ele depois. A minha perna ficou feia. E o que mais? "Não pode tomar sol enquanto não sairem todos os hematomas" = "Não pode tomar sol pelo resto de sua vida, Amém" (exagero meu aqui, ok, mas as hematomas ainda não sairam). Se uso saia, uso meia (grossa, porque vai que as fininhas não resolvem o problema?!).


E eu senti dor. Durante muito tempo, mas nada que me impedisse de ter uma VIDA NORMAL. Passo toda noite o gelzinho recomendado. E peço a Deus que um dia minha perna volte ao normal - já sei, para de drama Ana.


Hoje a tarde tem a segunda aplicação. E VIDA NORMAL.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Deu

Pra mim, já deu de você.
Pra você, já deu de mim?
Era bom essa situação resolver,
Porque não dá pra continuar assim...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Que Te Faz Feliz?!

Se ficar esperando muita coisa pra chamar de "Felicidade", meu bem, você nunca vai ser feliz nessa vida...
Só isso.

domingo, 29 de maio de 2011

Dog Days Are Over - Florence And The Machine

http://vimeo.com/24227588

Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your love and your your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive

The dog days are over
The dog days are done
Can't you hear the horses?
'Cause here they come

And I never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too, oh
Happiness hit her like a bullet in the head
Struck from a great height by someone who should know better than that

The dog days are over
The dog days are done
Can't you hear the horses?
'Cause here they come

Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your love and your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive

The dog days are over
The dog days are done
Can't you hear the horses?
'Cause here they come

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Comentando O Clipe: David Cook - The Last Goodbye

Ois!
Resolvi comentar um clipe. Se eu vou fazer isso mais vezes?! Não sei. Se vou fazer sempre?! Sei menos ainda. Mas vamos comentar logo o clipe e deixar de enrolação.

O clipe a ser comentado hoje é: The Last Goodbye - David Cook.
Who is David Cook?! Tá se perguntando isso?! Joga no Google. Não quer saber?! Melhor ainda.
E 'The Last Goodbye' é o 1° single do 2° disco dele. Até aqui legalzinho, né?!
Então vamos lá!
Link pro vídeo (não procurei achei no youtube, então acessem ao link e vejam, ok?!):
http://vimeo.com/24102495
Ainda fiz o favor de não pegar o link chinês do vídeo, que é bem louco também, mas pode tirar a atenção do clipe, pra ficar olhando os... "hieróglifos"?! Aff, não sei o nome do alfabeto chinês, ok?!


1° comentário: GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO GATO
Sério. Deve ser hormonal isso, mas só assisti a esse clipe hoje pra ficar babando nele.


2° comentário: Sério que não checa pra ver se a carteira tá no bolso?! Depois mulher que é distraída...


3° comentário: Quem aqui curte Simple Plan?! (Não me matem!) A culpa é toda da minha prima, mas ele escrevendo nesse caderninho no meio da praia é igual a menina suicida do clipe do Simple Plan, "Crazy" (queria mentir e dizer que só lembrei o nome da música quando joguei no google, mas eu não sou de mentir, então eu assumo que lembrei na hora do clipe).


4° comentário: Aí pra deixar com mais cara de suicídio ainda, ele sai sem rumo pela praia, deixando TUDO pra trás (entenderam o TUDO?! A jaqueta, a bolsinha esquisita, o caderninho suicida, tudo isso aí).


5° comentário: Uma loira com o cachorro chega no local onde foram "abandonadas" as coisas do Cook. Na primeira vez que eu vi o clipe, achei que ia rolar alguma coisa entre os dois, e ela é muito feia pra ele - que é um GATO. Mas não rola nada não. Ela só pega o celular de 150 anos atrás e liga pra polícia (que diferente da nossa, chega rapidinho ao local).


6° comentário: Pessoa não volta pra buscar as coisas. Não dá por falta da carteira, e se dá, nem se preocupa em registrar um BO (será que lá também é assim) de perda...


7° comentário: Aí você vai pra esses quartos engraçados dos EUA, em que não se passa por uma recepção nem nada, entra no seu quarto e se tranca. Beleza.


8° comentário: Quer que eu acredite que o som de guitarra pesada sai do seu violãozinho?! Vai querendo...


9° comentário: Seus companheiros de banda estão desolados. Você morreu. Detalhe: Você morreu de manhã, e já tem repórteres no local, e já saiu jornal com a sua foto.


10° comentário: Você é conhecido! Não!!! Você é FAMOSO! E ninguém te viu enquanto você saía do local da sua "morte" e voltava para o seu quarto alugado. E ninguém pensou em ir até o seu quarto pra ver se havia mais alguma coisa, como uma "carta de despedida". Ninguém.


11° comentário: É assim mesmo, você assiste à TV no mudo e nunca olha a primeira página do jornal?! Bom saber...


12° comentário: Que bom que você não morreu, mas matar outros integrantes da banda não é legal, mesmo que eles sejam WHO enquanto você é famosão - o que não é bem o caso.


13° comentário: IMPAGÁVEL a cara do que desmaia. O clipe inteiro vale por essa cena. Ele me lembra alguém de uma outra banda gringa, ou algum ator figurante daqui, não tenho bem certeza...


Enfim, o clipe é razoável, o cantor é bom (e bonito), a música é legalzinha, e é o que temos pra hoje.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mais Menos

Pra informação demais, cabeça de menos.
Pra coisas demais, tempo de menos.
Pra esse mundo que insiste em dizer: “mais, mais, mais”
Eu digo: “menos…”

E é assim: gente falando demais, opinando demais
Mas pensando (e sentindo, e vivendo) cada vez menos.
E todo mundo vai ter uma boa explicação pra tudo
Mas nunca tem uma solução (eficaz) pra nada.

E quanto mais esse povo quer
Menos se tem.

E eu estou oficialmente desistindo de seguir a maioria
Ser “com-as-outras-vai, Maria”
E me levar pela correnteza.

Eu vou sentar a sombra daquela árvore.
Vou olhar o sol nascer
Ver a árvore florir
E quem sabe até dormir.

Esse “negócio” toma muito meu tempo
É “coisa” demais pra pessoa de menos.

Estou precisando passar mais tempo comigo.

"I'd really hate to say it but I told you so!"

Minha cabeça tem dessas. Ela de vez em quando me avisa que não devo fazer algo, ou que devo fazê-lo. E eu geralmente faço o contrário do que ela diz. E me estrepo. E ela me vem com essa frase linda que dá título ao post (e ela faz isso em inglês, porque a minha mente é chic, e "Eu te disse!" é muito frase de mãe pro meu cérebro já estar usando...).


A sonoridade da frase é ótima. O significado, nem tanto. Odeio quando me dizem essa frase. Mas odeio mais ainda quando sou eu quem fala. Absurda a ideia de eu não dar atenção a mim mesma. Qual é! Já está mais que na hora de eu começar a considerar a minha opinião - de preferência, antes das dos outros.


Porque afinal de contas, se é pra errar, que seja do meu jeito. Pelo menos eu tentei. Fiz do jeito que eu queria. Melhor assim.


Nem estou com raiva, viu?! Mas estava com saudades de escrever por aqui... E sem muita criatividade. E sem motivos. Ou com motivos, mas sem paciência pra desenvolver o raciocínio. E se é pra gritar qualquer coisinha, a gente usa as outras redes sociais, né?! Mais fácil.



A música de onde eu tirei essa frase. Nem curto tanto. Deixei de amar Green Day por causa desse CD. Triste isso. Mas a frase não tem culpa. Ela está perdoada.





sábado, 14 de maio de 2011

Pensamentos que não deveriam ser pensados...

Daqueles que aparecem num monótono sábado a noite, em que você não saiu, nem está com vontade de arrumar seu quarto, mas não tem ninguém na net pra te fazer companhia, e seu plano de TV por assinatura não contempla os 150 canais de filmes necessários para passar 1 filme bom - quer dizer, um que você goste.


E então, você começa a pensar: "Que vida de m&#%@ a minha", "Todo mundo nas ruas agora, e eu aqui, de pijama (sem ter tomado banho ainda!)", "Como deixei minha vida chegar a esse ponto?!", e todas essas babaquices que se passam na cabeça de uma menina com falta de serotonina no cérebro (Opa! Tem cookies no balcão da cozinha! Peraí, já volto...)


Wham Wham


Onde estávamos mesmo?! Ah! sim, eu estou "deprimida". Porque em vez de estar agora no meu quarto, arrumando o guarda-roupa ouvindo com o som no talo o 'The Immaculate Collection', eu estou aqui, fazendo nada produtivo além de escrever no blog, e escrever sobre "depressões femininas", bem, não é tão produtivo assim...


É assim mesmo, a gente quer estar no meio do furacão sem se cansar, quer todo mundo por perto sem ter que sair de casa, quer ser lambida por todos sem lamber ninguém... Quero tudo, sem fazer nada.


É assim mesmo, eu devia estar fazendo coisa melhor... Mas veja bem: Eu poderia estar matando/roubando/assistindo SBT/Record/Band, mas não, eu estou aqui escrevendo no meu blog - e o blog é meu né?! Nem tem como me expulsar...


E eu vou arrumar o meu quarto agora! (Agora, dez pras nove da noite?! Faz-me rir Dona Ana Carla!) E vou ouvir Madonna no talo! (Ah! isso sim, isso você deve fazer MESMO!) E vocês deviam fazer o mesmo!